Alô alô Brasil!
Há 25 anos, quando escreveram Alô alô marciano, Rita Lee e Roberto de Carvalho nem deviam imaginar que a letra, passado todo esse tempo, continuaria mais atual do que nunca. A crônica musical do casal roquenrow nasceu em pleno processo de abertura política no Brasil. Viu chegar a democracia, viu campanhas diretas, viu impeachement, viu mensalões e planos econômicos de enlouquecer qualquer cristão. Viu o muro cair, viu o socialismo falir, viu ataques terroristas e catástrofes da natureza. E ainda tem sempre um “Aiatolá pra atolar, Alah”.
Alô alô marciano viu sua mãe partir. A música sorriu e divertiu o país que perdeu sua cantora maior. Mas também viu que ela ficou, mais do que nunca, idolatrada salve-salve.
E a música continua atual. Hoje volta pra telinha e pra boca do povo. Todas as noites Elis Regina entra em casa cantando, e acertando, que “tá cada vez mais down no high soceity”.
Se for pra usar roupa de grife, que seja da Daspu. Se for pra comer pizza, que o sabor não seja de impunidade. Se for pra mandar brasileiro pro espaço e deixar voltar, que seja boa praça. Rebeldades rebelem-se que a crise ainda tá a mesma zona. “Tá cada um por si e todo mundo na lama”.
Escrito por Beto Feitosa às 11h12 AM
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