A música brasileira é das mulheres
Ah, essas mulheres... a história prova que a música brasileira é território todo delas desde sempre. Nem dá pra esquecer o pioneirismo de Chiquinha Gonzaga. Ou ícones como Carmen Miranda e Elis Regina.
Na bossa nova a voz doce de Nara Leão, o canto inteligente de Sylvinha Telles, o timbre marcante de Wanda Sá. A Jovem Guarda traz a ternurinha Wanderléa. No tropicalismo a criatividade pioneira de Rita Lee, a força dramática de Maria Bethânia e a beleza cuca fresca de Gal. Na vanguarda paulistana elas foram fundamentais: Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Cida Moreira. O pop/rock tupi também está povoado, com Paula Toller e Marina. Ou as gerações mais novas com o pop de Zélia Duncan, Cássia Eller e Ana Carolina.
Se a voz é campo delas, o ofício de compor sempre foi mais dos homens. Mesmo assim algumas furam o clube do bolinha e ganham destaque. No passado Dolores Duran. Ainda em atividade os talentos de Fátima Guedes, Joyce, Sueli Costa.
E tantos outros nomes, e tantas outras vertentes e tantas outras histórias. Não tem como não ficar com o sentimento de que está faltando muitas mulheres aí nessa lista rápida. Então, se você sentiu falta de alguma colabore. Fazer justiça é impossível, mas o importante é homenagear essas artistas brasileiras não só no Dia Internacional da Mulher e todos os dias.
“Eu quero ouvir por toda minha vida / Uma mulher cantando para mim” (Voz de mulher, de Sueli Costa e Abel Silva)
Escrito por Beto Feitosa às 6h55 AM
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