Independência e vida!

Hoje em dia no mercado de música é chique se dizer independente. Esse novo grito artístico tem a ver com o lado bom da tecnologia. Ao mesmo tempo que porporciona a pirataria, as facilidades dos gravadores digitais baratearam os custos de se fazer um disco. Hoje em dia, com toda crise da indústria, a difusão da arte é mais fácil.
Daí a gente tem um monte de siglas. CDR, CDRW, MP3. E também um monte de nomes. Gente cheia de talento mas que não tem o perfil blockbuster tão querido pelas gravadoras de outrora.
Na nova ordem musical de qualidade não existem apenas Caetano, Gal, Gil, Bethânia, Chico, Rita. Sim, eles ainda reinam. Mas a democracia revela o artista next door. Sim, aquele seu vizinho que vive cantando em casa pode ter um CD gravado. E quem sabe ele não é um desses grandes artistas? Tem Ceumar, Juliana, Selmma, Fernanda, Gigi, Tânia... são nomes valiosos nessa música brasileira emergente, que cria e que foge das fórmulas que por anos as gravadoras impuseram.
Eles não têm dinheiro para jabá. Nem para grandes produções. E nem para estratégias milagrosas de marketing. Fazem música, fazem arte. Arte por amor, que bate no coração do público. Quem se identifica é fiel. Não vai trocar por outra onda no próximo verão.
Se a moda é essa, que seja bem vinda. Independência é vida!
Escrito por Beto Feitosa às 9h03 PM
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